como após tantas campanhas de sensibilização, ainda há pessoas que conduzem sem o cinto de segurança?! Não se compreende. Não é por serem jovens que são imortais. E aqui está a prova de que a segurança vale a pena.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Como é que se Esquece Alguém que se Ama?
Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume' tirado daqui: http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=201106200941&author=1133
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume' tirado daqui: http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=201106200941&author=1133
Simplesmente delicioso!
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Nuno Gomes
Sou benfiquista, mas acho que dispensar o Nuno Gomes não se faz. Alguém que deu tudo pelo clube. Faz-me lembrar um tal caso João Pinto.
"Despeço-me do Benfica, desejando toda a sorte do Mundo e com a certeza de ter dado tudo por esta camisola dentro e fora do campo. Gostaria de me ter despedido dos Adeptos dentro de campo para lhes agradecer tudo o que me deram, mas encontrarei outra forma de o fazer." (Comunicado na sua própria página)
Tenho muita pena, um grande jogador, dos poucos que mesmo jogando 5 minutos, deixava tudo em campo.
"Despeço-me do Benfica, desejando toda a sorte do Mundo e com a certeza de ter dado tudo por esta camisola dentro e fora do campo. Gostaria de me ter despedido dos Adeptos dentro de campo para lhes agradecer tudo o que me deram, mas encontrarei outra forma de o fazer." (Comunicado na sua própria página)
Tenho muita pena, um grande jogador, dos poucos que mesmo jogando 5 minutos, deixava tudo em campo.
(foto da net)
domingo, 12 de junho de 2011
Insónias
Ai coisa ruim, estar a morrer com tanto sono, ao ponto de não me aguentar em sitio nenhum. E quando chego à cama invadem-me umas insónias terríveis. Ao ponto de vir aqui escrever isto. Quase de olhos fechados.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Good Life..
Há melhor? Acordar tarde e boas horas, não preocupar com nada, andar pela casa vazia com a música a tocar a alto e bom som. Olhar pelas janelas e não ver ninguém. Tomar um bom banho, pegar no carro e ir por ai com o som no máximo?!! Oh vida boa, como eu te adoro. Principalmente dias como estes.. Livre que nem um passarinho.
domingo, 5 de junho de 2011
Eleições
Apanhámos apenas um novo barco, rumo ao mesmo buraco.
PSD+CDS?!! destino: Fugir de portugal
Ps. Não compreendo porque reclamam tanto, quando nem sequer se dão ao trabalho de ir votar.
PSD+CDS?!! destino: Fugir de portugal
Ps. Não compreendo porque reclamam tanto, quando nem sequer se dão ao trabalho de ir votar.
sábado, 4 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
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